8 de julho de 2010

Fly e Santy

Era uma vez uma alma... Uma alma, só e triste, passeava no meio da estrada de alcatrão negro. Quem a visse por fora, diria que esta rapariga de ar inocente estava feliz... mas não... a sua alma estava triste, receosa de ficar assim só para sempre... De repente, a alma apercebe-se que está a ser seguida. Então, esta alma chamava-se Fly. Fly porque tinha sonhos de que um dia pudesse voar, como os pássaros, como o vento. Continuando, esta alma pouco fez para despistar a outra presença. Estava curiosa, a Fly. Esta, tinha cabelos compridos, ruivos, lisos. A sua pele tinha um tom médio de cor, que lhe assentava muito bem. Era de estatura média, pouco mais de 1,65 metros de altura.


Entretanto, Fly estava a divertir-se com a perseguição. Estava a arder de curiosidade. Queria descobrir quem a estava a seguir... Resolveu então parar num jardim que por acaso ali se encontrava, na berma da estrada. Sentou-se num banco ali perto. Depois, limitou-se a esperar, e a observar tudo o que a rodeava. Até que viu quem a estava a seguir. Era um rapaz jovem, como ela, tinha cabelos negros, media mais ou menos o mesmo que ela. Olhos castanhos que ganhavam uma certa tonalidade quando reflectiam a luz brilhante do sol.

Fly tentou manter um ar inocente, o que estava a ser difícil, dado á ansiedade. Observava o rapaz. Este, tentava olhar discretamente para ela, mas de facto estava muito atrapalhado, e nervoso, notava-se no andar dele.

O rapaz, decidiu então ir ter com ela.
-Olá - disse o rapaz atrapalhado.
-Oi! - Respondeu Fly com um grande sorriso.
-Eu... hum... eu... hãn... Chamo-me, huh, chamo-me Santy. Queres... hum... sei lá, falar um bocadinho ou assim?
Fly estava a sorrir. Era óbvio o nervosismo do rapaz, mas, esta não recusou o convite deste... Havia muito que estava só...
-Porque não? Chamo-me Fly.

Esta pequena cena passou-se e daí a seis meses, eram os melhores amigos.
Partilhavam tudo um com o outro, eram inseparáveis. Uma amizade forte, que aparentemente resistia a tudo e todos.
-Fly, gosto muito de ti - disse então Santy.
-Eu também! - Respondeu-lhe Fly com um largo sorriso.
Na verdade, se Santy não tivesse aparecido na sua vida, esta tinha continuado triste, fechada, e tinha continuado naquela estrada escura de alcatrão negro... A partir do dia em que se conheceram, tudo foi melhor, e ambos estavam verdadeiramente felizes.
Fly nunca tinha imaginado ninguém como Sabty. Era um rapaz simpático, que gostava de ser livre, tal como ela. Para além disso, quando estava com ela ele era bastante querido...

Até que....
-----------------------------------------------------------------------------

Caros leitores, Em vossa opinião, como acham que deve acabar a história de Fly e Santy? Deixei as vossas opiniões, aceita-las-ei até dia 16/07/2010. Ficarei á espera das vossas opiniões, e dos vossos desfechos. Depois de as deixarem (ficarei á espera) Será feita uma votação com as vossas opiniões para o desfecho da história.

Ficarei á espera!

26 de junho de 2010

Capitulo V - Desorientações

Eu e Lilyth estávamos já no mar há já alguns dias. Encontrávamo-nos no meio de uma tempestade, a maior que eu já vira. Chovia muito, o mar estava agitado, ameaçando virar o barco, e este era bem grande. O céu enchia-se de luz e barulho, tão fortes eram os relâmpagos e trovões. Parecia o início do fim...
- Aguenta-te, pior não pode vir! - dissera eu.
- É uma pena ainda não saber teleportar-me! - dissera Lilyth.
- Mas mesmo que soubesses, não sabíamos para onde ir! Nunca lá estivemos antes!
- Tens razão! Foda-se! Temos de sair desta tempestade. Verifica a bússola. A Ilha fica para norte, temos de seguir para lá!
E eu assim fiz. Seguimos para norte, o mar não dava tréguas, este não queria ceder à nossa passagem. Ficamos nisto durante dois dias. Não dormimos, não descansamos, não comemos. Até que...
- Finalmente! Fogo pá, olha para isto! Conseguimos esquivar-nos á estúpida tempestade, mas a porcaria do barco está um caco, assim não iremos longe! Homens, toca a descansar enquanto o mar está calmo! Porque depois, temos de tratar de remendar este pedaço de madeira flutuante! Lilyth, anda, vamos descansar...
E lá fomos. Dormimos juntos, tal como todas as noites fazíamos. Quando despertamos, era de noite. Esta estava calma Ouvia-se apenas o silêncio da noite, e a calmaria do mar. Verifiquei o mapa. Estávamos a ir bem. Já tínhamos passado pela tempestade... Não devia faltar muito...
-Vai descansar, tu estás cansada.
-Não, quero ficar aqui contigo. Vai TU descansar que eu fico bem.
-Se não vais eu também não vou! - respondi eu.
Aproveitei para ir falar com o homem que estava ao leme.
-Falta muito para chegar?
-Não sei... Já se devia avistar a Ilha daqui... é estranho...
Continuamos a navegar durante outros dois dias. A Ilha devia estar perto. De repente, entrámos numa zona do oceano que parecia... mais profunda que o resto do oceano... muito mais... Era estranho.
-Lilyth, que achas disto?
-Parece... parece... que algo foi aqui engolido... Como se outrora houvesse aqui algo e que agora... desaparecera... mas não pode ser!
Espera lá... será que... mas... foi um sonho... eu sonhei que uma ilha ia ser... arrasada pelo mar, atacada por uma frota de navios ne... Mas tudo tinha sido um sonho! Será que... não, não pode ser! Não pode!
Agarrei a lente que tinha comigo. Em toda à volta só se via mar negro. Que será que aconteceu? Terá a Ilha sofrido um enorme ataque e sido dizimada ao ponto de se afundar no meio do mar? O sonho... só pode ter sido coincidência, eu não prevejo o futuro a dormir... Mas... se de facto a Ilha foi atacada e dizimada, haverá sobreviventes? E agora? Para onde ir? Norte, Sul, Este ou Oeste? Que rumo tomar? Decidi não revelar estas questões aos homens do barco... Não fossem eles tomar-me por louco e atirar-me á fúria do mar, para além disso, temo que fizessem o mesmo a Lilyth...
-Lilyth, vamos seguir em frente... Acho que estamos perdidos...

Não sabíamos para onde ir. Estávamos no meio do oceano, sem rumo, sem destino. Como aconteceu? Uma ilha não podia ser engolida do nada! Que eu saiba não se estalam dedos e puf! Ilha à vida! Bem, já nada me surpreende... Acho…
Tinha-mos visto há algumas horas atrás uma espécie de bola de água vinda do mar, não muito longe de nós. Curiosos, fomos até lá. (também não tínhamos nada melhor para fazer…) Chegámos à origem da bola. Parecia um cenário de guerra.
-Rohan, estão ali destroços... Parecem de navio naufragado... – dissera Lilyth.
-Tens razão, estão mesmo ali destroços... Poderão pertencer á frota da Ilha?
Que confusão! A minha namorada é uma espécie de feiticeira, a Ilha para a qual seguíamos, desaparece porque um inútil qualquer lembrou-se de estalar os dedos... Que falta acontecer mais...
-Olha, está ali um homem, um homem agarrado a um pedaço de madeira! - disse Lilyth exaltando-se.
-Aonde, aonde? Não vejo... Homens, tragam aquele homem para bordo!
Este homem, quando o resgatamos, estava agarrado a uma espada, e não a um tronco... Porém, este estava inconsciente. Como poderia estar agarrado á espada?
Era um homem jovem, tinha cabelos brancos. Bem, não é assim, tão esquisito... Verifiquei-lhe os olhos para ver se este estava vivo. Aparentemente, os olhos dele não estavam vidrados, sinal que, embora inconsciente, este estava vivo. Tinha olhos vermelhos. Porquê? Porquê eu? Porque tive que apanhar com todas as coisas esquisitas nesta inútil vida! Ao despir-lhe as vestes molhadas reparei que este tinha o braço esquerdo... como que envelhecido... Em seguida, deitámo-lo numa cama do navio.
-Lilyth trás a espada do homem para aqui. Lilyth?
Lilyth estava com um ar sonhador. Estava a fazer aparecer do nada bolas de fogo e a dá-las á espada, vendo-a a rejuvenescer lentamente por cada bola de fogo consumida.
-Lilyth que estás a fazer! Pára com isso!
-Mas ela gosta! Parece que está mais jovem! Ia jurar que já tinha uns anos valentes...
Boa, ainda mais coisas esquisitas! Só faltava a espada ter vida própria! Entretanto, o homem começou a mexer-se. De súbito, acordou sobressaltado, tentou levantar-se mas não foi capaz. Porém, teve forças suficientes para quase berrar estas palavras:
- Onde está Ifrii? - disse o homem de cabelos brancos e olhos vermelhos.
Mas... quem diabos é Ifrii?

18 de junho de 2010

Sonhos Interrompidos

Hoje olhei o céu... Estreles pairavam acima de mim...
Pequenos pontos brilhantes cintilavam muito longe...
Tornei a percorrer o céu, procurando algo mais que as estrelas... Procurava a Lua...
Porém, por mais que olhasse para cima, não a via de modo nenhum... Até que olhei em frente... E lá estava ela, grande, bri9lhante, tão brilhante... Quase que lhe conseguia tocar... Fui até ela... Foi então que pensei: "quem me dera que a nossa noite fosse assim..."
Regressei então de novo á Tera... E percebi onde era realmente o meu lugar... Uma vez mais, olhei ede novo para a tão brilhante Lua, e pedi: "Leva-me até ela".
Então, como por magia, comecei a levitar... Sentia-me tão leve...
Depois, de súbito, o meu corpo foi levado por uma brisa suave... Passei a grandes velocidades, sempre com a mesma brisa, por lugares lindos, paisagens, castelos, rios... Até que a vejo, a ela, e estico os meus braços para a alcançar... Ela estava tão perto, tão, tão perto...Até que pouso no chão e vou ao encontro dela... Aproximei-me, timido, devagar. E estico os braços para te abraçar. Porém, de repente, tudo á minha volta ficou negro... E acordo no meio dos lençois... Tudo não passara de mais um sonho...

Vou até á janela. A Lua está tão brilhante... Tão perto...

----------------------------------------------------------------------------------

25 de maio de 2010

Campo de batalha

Batalho... Todos os dias a batalha continua... tento ganhar, vencer esta batalha constante... Mas a história é sempre a mesma... Caio, vou ao chão, derrotado...
Levanto-me outra vez... tento erguer de novo a minha espada que me acompanha... vou novamente á luta, e caio uma e outra vez... Não consigo vencer... Porquê? Será pelo medo que tenho antes da batalha? Que me vai consumindo de cada vez que me ergo de novo? Não sei... Uma vez mais me ergo, uma vez mais estou pronto para o combate... Vou, avanço na frente de combate, confiante sigo para a vitória, ou para os portões da morte...
Parece que é desta vez, parece que é desta vez que consigo alcançar a vitória! Confiante, cada vez mais me encontro, procuro cada adversário após derrotar o anterior... O medo que sentia já desapareceu... Por enquanto...
Estou eu e a minha espada de uma mão e meia, no meio de sangue e corpos por todo o lado... Eu, encontro-me debilitado, cansado de tanto batalhar naquele campo de batalha imundo, cheio de almas a esvoaçar á minha volta, esperando estas de atravessar os portões da morte...
Então distraio-me da batalha, e reconheço uma alma no meio de milhares... Aquele rosto sem expressão, aqueles olhos vazios, brancos, vitrios... Cai-me então uma única lágrima... E olho para a minha espada empunhada, que neste momento estava em baixo, como a apontar para o chão, como a dizer-me que o meu lugar era nas chamas do inferno... E vejo: um fio de sangue espesso a escorregar pela lamina da minha espada brilhante... sigo a sua trajectória, de baixo para cima... o pomo da minha espada que em tempos fora brilhante, está agora vermelho escarlate... continuo a levantar o meu olhar... E vejo o meu braço direito inundado de sangue, as minha veias rebentadas... Mas, não sinto qualquer dor... Olho novamente para a alma que levitava perante mim, a cima de mim... Esta, desce ao meu nivel, e vem ao meu encontro... O medo apodera-se de mim uma vez mais, sinto o maior frio até então a gelarme as veias... o sangue que dantes escorria do meu braço estava agora congelado, a minha expressão estava amedrontada, não... não queria, ainda não era a minha hora, não!!!
Entretanto a alma continua a aproximar-se... Mas quem era aquela alma? O que queria ela de mim? Será que eu lhe despertara a atenção quando olhara para ela? Reconhecia-a de algum lado, isso é certo... E de repente, o medo apodera-se totalmente de mim... E vejo a alma a derramar lágrimas...
...não...
...pode...
...ser...
Esta chega-se mais ao pé de mim, fica frente a frente comigo... a face dela aproxima-se da minha...
Então, ela sussurra-me ao ouvido:
"Sou aquilo que desejaste que eu fosse... Agora, virás comigo... agora, ficarás preso aqui, na morte, para sempre..."
Depois, a alma procura os meus lábios e beija-me... de repente, falha-me uma batida, sinto falta de ar, cada vez estou mais frio, e depois as forças faltam-me... A alma sem expressão ficou a ver o meu sofrimento, triste...
Até que caio no chão... perco-me na sombra... Até que me sinto leve, muito leve, e sinto-me a voar... olho para baixo, e vejo um corpo no chão, no meio de tantos outros... e olho para trás, e os portões da morte chamam-me... Porém, quando estou para atravessa-los, estes fecham-se para mim, e a alma que me tinha ceifado a vida, olhou-me nos olhos, sem expressão, com o mesmo tom vítreo e vazio... E percebo... A minha última murada, não era no cemitério, ou no inferno, ou em qualquer outro lugar, mas sim naquele campo de batalha de sofrimento, dor constante, morte... e sobretudo, almas perdidas e desesperadas, para que os portões da morte se abram para elas...
Choro então, e percebo que afinal as almas também têm sentimentos... sentimentos de dor, negros, dolorosos...

Fico então preso ali... Para todo o sempre...

12 de maio de 2010

Reencontros...

"Um dia uma estrela deu a mão à minha alma, e a minha alma levou com ela o meu pensamento, prometeu mostrar lhes todo o Universo, levou os à Lua onde ficaram a deliciar se e a saltar suavemente... depois, já cansados adormeceram. Quando acordaram e olharam o espaço, a estrela tinha os abandonado lá... fiquei muito triste, senti me perdida e sozinha quando soube que eles tinham lá ficado e que não conseguiriam mais sair de lá... O meu coração começou a bater mais depressa e mais depressa até que o meu pensamento os ouviu, agora a minha alma e o meu pensamento comunicam com o meu coração apartir do seu pulsar... e quando por vezes pareço distante, é porque o meu coração está a palpitar, ansioso por resposta... e nada seria mais perfeito que ter de volta a minha alma... mas ainda não desisti, um dia construirei um foguetão e voltarei a sentir me completa e mortal, agora, basta me fechar os olhos e abrir o meu coração, e consigo assim ver mais claro que nunca a minha alma e pensamento bailando à minha espera na mais bela mas nem por isso distante lua..."

"Desta vez eu é que vou ajudar-te, ajudar-te-ei a construir o teu fuguetão e irei contigo para reaveres a tua alma, tal como o teu pensamento, para depois puderes finalmente regressar completa, mortal. depois, de novo te podes perder em pensamentos passados, recurdações passadas mas perfeitas..."

......
......
......

"Obrigada por me teres obrigado a abrir os olhos e a olhar o céu... és genial... Não preciso mais de construir um foguetão, arranjaste uma solução, deste me a mão e através da neblina levaste a minha sombra à lua, recuperei a minha alma e sinto me de novo preenchida, mas ainda imortal.... Nunca pensei que a solução estivesse na sombra e na névoa... No escuro e no desconhecido... Quebraste o meu medo, obrigada, nunca esquecerei a tua coragem e amizade..."

"Por vezes a solução que ansiamos por encontrar encontrasse no lugar onde nunca imaginamos encontra-la... Por vezes, ficamos surpriendidos com aquilo que conseguimos quando encontramos o que procuramos no lugar onde nunca pensamos ir... Prometi que te ajudava, apoiar-te-ei, estarei sempre a teu lado, pois também tu me ajudaste tanto... desteme o abraço que precisei quando mais precisava, quando estava no chão, caido, fraco perante todas as ameaças, cego por não ver a solução... Mas depois tu vieste, ajudaste-me a erguer-me de novo, deste me o abraço de que precisei, um abraço quente que me fez ver tudo com outros olhos... E assim olhei com outros olhos para a névoa e para a neblina, e vi algo belo, que decidi partilhar contigo, e mostrarte o caminho que por tanto ansiavas encontrar para te encontrares novamente... Tantas recordações que ficam desta terra linda, um dia, gustava de regressar, ao meu "porto seguro", pois em tudo lá é tão perfeito... penso em todas as recordações, todos os momentos, quero reviver tudo de novo, tornar a sentir todas as sensações que senti em Monsanto... A minha coragem, deve-se a ti, pois quando te vejo, no teu estado mais fraco, algo em mim faz com que te ajude a ergueres-te, talvez por te perceber, não sei, o que é certo é que dasme força para me erguer quando estou no chão... Tudo isto pode ser muito repetido, mas é aquilo que sinto... Continuarei a ajudarte em tudo, até que as minhas forças acabem..."