14 de outubro de 2010

Némesis - Capitulo 1

Era noite. Naquela aldeia do norte, nada se mexia. Tudo estava em silêncio. Apenas se ouvia o pacato som das cigarras a cantarem ao céu estrelado. À volta desta aldeia, nada havia em redor, apenas floresta, e assim permanecia até aos próximos 8 km. A Lua estava cheia naquela noite, se bem que, naquele céu de Inverno, como seria de esperar, nuvens começavam a encher o céu. Aproximava-se uma tempestade.
Do nada, até as cigarras se calaram. Tudo se tinha calado. Não se ouvia um único som. Naquele momento, aquele local parecia as Trevas no seu estado mais avançado… Silêncio e escuridão.
No céu, os trovões começaram a trovejar. Algo estava para acontecer.
Entretanto, naquela noite, nem todos dormiam, pois havia uma pessoa que ainda não tinha cedido ao sono. Esta preferira ficar acordada para que, quando chegasse, ela pudesse estar preparada para o receber.
Estava assim, Némesis deitada, aguardando pacientemente pela chegada de algo… Desde que fora mandada para ali, que nunca conseguira pregar olho, pois o receio que ela tinha de que algo se erguesse, e por sua culpa, era enorme…
Tinha começado a chover. Chovia forte, naquela noite. Némesis levantou-se. Cabelos castanhos, bem constituída, apesar de tudo era muito branca… Ou então estava só pálida, com todas aquelas preocupações… Já não via a luz do sol à vários dias, pois o céu cobria-se de nuvens negras, dando lugar depois a uma noite fria e escura, limpando o céu para que a Lua pudesse brilhar. No entanto, este último dia foi diferente… O sol aparecera tímido, e o céu foi ficando livre para este brilhar. Ela não tinha saído da sua casa de madeira nesse dia, tinha mais em que pensar do que apanhar banhos de sol. Continuando, Némesis tinha 1,73 cm, sendo possuidora de grande agilidade.
Lá fora, relâmpagos e trovões iluminavam o céu sombrio. Foi até á porta. Saiu.
Imediatamente ficou encharcada, de cabeça aos pés, tal era a intensidade da chuva. Némesis atravessou a aldeia, e desvaneceu-se na floresta, deixando-a para trás.
Entretanto, na aldeia, relâmpagos desciam dos céus, embatendo violentamente no chão. Uma aura azulada tinha aparecido lá, no sitio exacto do arrebentamento dos relâmpagos, bem lá no meio. Começava-se a formar uma figura, um humano, ou pelo menos, uma coisa com forma humana...
Némesis tinha acabado por adormecer encostada a uma árvore, regada pelas grossas gotas de água, provenientes da chuva que caía naquela noite, e que insistia em não dar tréguas, em não cessar.
Na manhã seguinte, esta acorda sobressaltada, o coração batia velozmente... Tentou levantar-se, mas depressa se apercebeu que não era capaz, pois levantar-se provocou-lhe grandes tonturas. Respirou fundo e levantou-se devagar. Tentou regressar á aldeia. Enquanto o fazia, apanhou alguns frutos para ganhar forças, tendo em conta o seu estado. Chegou ao seu destino.
A aldeia estava diferente. Silenciosa, o que não era bom sinal. Parecia que a Morte tinha ali passado e varrido quaisquer sinais de vida. Némesis achou estranho. Bateu uma porta; Sem resposta. Bateu a outra, e outra, e outra. Ninguém...
"Terão abandonado a aldeia?" - pensava Némesis, já um tanto inquieta.
Continuou a explorar a aldeia, e descobriu uma porta entreaberta. Entrou.
Tentou gritar, mas não foi capaz. Ficou como que petrificada. No chão, jazia uma família de cinco pessoas mortas, num enorme banho de sangue. Némesis saiu, em choque, e começou a abrir portas de casas. O mesmo cenário repetia-se em todos os lados... Um assassinato em massa.
Aterrorizada e completamente desorientada, tentou procurar a sua casa. Encontrou-a, com a porta completamente destruída.
Entrou. Na parede, mesmo á sua frente, estava cravada uma adaga, e escrito a sangue:

"Vou encontrar-te!"

5 de outubro de 2010

Pensamentos Aleatórios

Hoje, mais uma vez, sem nada de mais para fazer, pus-me novamente a pensar... Em tudo o que podia ser e não sou, em tudo aquilo que fui e não sou, em tantas coisas que mudaram e que, agora que penso nisso, mudaram por nada, e para pior...
Agora já é tarde para regressar ao inicio, agora já é tarde para mudar outra vez, pois a primeira mudança já se cravou bem fundo na minha carne...
Hoje pergunto-me várias vezes por mim mesmo, "onde andará aquela alma perdida...", e ainda assim não encontro resposta, aliás, não encontro a minha própria alma...
Penso que ela partiu, para sempre, ou até um dia eu ser merecedor dela de novo, merecedor dela uma vez mais, talvez a última. Mas... E se não voltar? E se a minha pobre alma não volta mais?
Bem, passemos então á frente. Já vi que não vale a pena procurar esta alma. Mas, então e se esquecer? Se esquecer o motivo da minha mudança, pode ser que esta volte! Pode ser que, em todo o caso, a minha alma regresse, e me traga alegrias, sorrisos, e até cor á minha vida!
Beeeem, é melhor continuar a sonhar, isso não vai acontecer... Quer dizer, a parte de esquecer o motivo da minha mudança, pode ser que seja possível, aliás, já estive bem mais longe!
Eh eh, eu para aqui a escrever coisas sem jeito nenhum. Afinal, o que sou eu? Que opiniões terão sobre mim?
Sinceramente, hoje fui surpreendido... Uma pessoa descreveu-me ao pormenor. Confesso que fiquei um pouco surpreso com o que tinha acabado de entrar pelo meu cérebro a dentro. A minha resposta, foi apenas um "desculpa...". Para dizer a verdade, nem sei bem o "porquê" desse pedido de desculpas... Se calhar, foi porque alguém me descreveu assim tão bem, dando-me a conhecer um pedaço de mim que, embora já conhecesse, abriu em mim uma nova porta, uma porta para deitar tudo o que não interessasse fora, p+ara deitar fora todas as recordações que me atormentam diariamente, constantemente.
Porém, sinto que o meu "eu" actual não irá desaparecer... Acho que mesmo com as recordações apagadas, não voltarei a ser o mesmo que era antigamente...
Quem me dera poder provocar uma amnésia a mim mesmo, mas só de certas e determinadas coisas. Assim também podia esquecer o meu "eu" de hoje, e voltar ao meu "eu" de ontem. Siiiim, era tão bom poder fazer isso mesmo... Ficava praticamente feliz da vida... E acabo de me lembrar de outra memória que me martela o juízo e não me deixa em paz... Pergunto-me se o que queria mesmo era ter a capacidade de esquecer o que quisesse, ou poder fazer o tempo voltar atrás, apagando, como é óbvio, as memórias guardadas até então dentro de mim... Porque senão não valia a pena voltar a trás, se era para reviver tudo outra vez,  e lembrar-me das coisas duas vezes, se já é demasiado mau lembrar-me disso uma vez, duas vezes então... Acho que acabaria por enlouquecer, e muito brevemente, se tal sucedesse...
Então, sendo assim, e a jogar pelo seguro, acho que preferia esquecer...
Pois, porque da maneira como eu sou, duvido que haja algo de bom na minha pessoa, sinceramente, acho que não, logo, podia mudar á vontade que voltaria a ser a mesma criança que era antes, e ser uma que não tivesse sido obrigada a crescer de repente, por acontecerem certas e determinadas coisas na vida dela...
Óh bem, é tão engraçado sonhar... Porque nada disto vai acontecer. Entretanto, tenho de procurar a minha alma... Onde raios é que ela está?
Viste-a?
Se a virem por aí, digam-me alguma coisa, já estou há... uns... bons meses á procura dela.
Entretanto irei continuar vazio e frio, como me tornei com a perda dela.
Despeço-me então, por agora. Pode ser que da próxima vez, a minha alma tenha decidido voltar para mim (duvido... não, espera lá, sempre posso sonhar que ela vem eh eh... Mas depois acordo e descubro que não a tenho... Isso é muito chato, afinal, também não quero sonhar com isso!)
Como ia a dizer, até breve ^^

29 de setembro de 2010

Sem Nome

Anjo sou eu,
Anjo sem coração...
Mas a mim a vida me deu,
Uma bênção...

Luz iluminou-me...
Porquê? Não sei...
A tua alma despertou-me...
E para a vida despertei...

Apareces-te na minha vida,
No momento em que mais precisava...
Tocaste na minha alma ferida,
Numa alma mal amada...

Olhei-te nos olhos,
Naquela noite estrelada.
Vi a tua inocência,
A minha alma estava encantada

Fecho os olhos e penso então,
Nas tuas palavras, conselhos...
Porem, ainda dói,
No vazio do meu coração...

Mas...
Hoje sou um pouco mais feliz...
Porque te encontrei...

Mas também...
Já te adoro pois,
Graças a ti, me ergui!

Porém, há algo que deves saber...
Sou anjo sem coração...
Mas quando te sentires perdida,
Serei o teu Anjo da Salvação.

GMDT

9 de setembro de 2010

Apenas algo

Porque será que por mais que tente, chego ao fim e falho?
Porque será que por mais que dê de mim, há sempre algo que me faz voltar atrás, dizendo, ou mostrando de alguma maneira, que nunca vou conseguir servir o meu propósito, alcançar o meu objectivo...
Porque será que por mais que queira ver os meus próximos bem, acabo sempre por magoar de alguma maneira, magoando-me a mim por tal acção?
Tantas perguntas passam por mim agora, no entanto, a resposta é sempre a mesma, constante e desagradável...
Às vezes penso se não será melhor isolar-me do mundo... Ao menos não faço ninguém sofrer, ao menos eu não sofro por fazer os outros sofrer...E tudo fica bem... Para eles, para mim, para tudo e todos...
Que propósito terá tudo isto? Haverá algum propósito para que por mais que me esforce por algo, tenha sempre de cair? E de não me conseguir levantar, devido às feridas que se manifestam na minha pele?
Por mais que me esforce por estar tudo bem, por manter tudo bem, para não estragar nada, dia menos dia é completamente arrasado, caio, derrotado, mais uma vez...
Porquê... Quem me dera ter uma resposta... Uma luz que me conseguisse guiar por outro caminho, tirar-me das trevas em que permanentemente vivo...
E depois quando acontece algo, que mesmo por não ter culpa de nada, tenho de ser eu a suportar o que vier depois? As consequências de actos que outros efectuaram?
Questiono-me se, no futuro, do pouco que tenho desaparece...
E se desaparecer, o que vou fazer depois? Porque teima a vida em fazer-me isto... Eu não pediu nada a ninguém para merecer isto... Porquê...
Sinto que a cada dia que passa um pouco mais de mim desaparece...
Quem me dera puder desligar-me, e acordar apenas quando o Inverno da minha alma desaparecesse... Mas isso além de não ser possível, este Inverno nunca vai desaparecer... Porque... Porque há-de sempre de faltar algo... E por mais que procure, e até mesmo que encontre o que me vai sempre faltar, as forças vão-me faltar, no momento em que estou quase a alcançar o tão desejado objectivo dessa procura... E cair, de novo por terra...
E depois... Valerá a pena tornar-me a erguer? Mesmo sabendo que, estas feridas estão cada vez mais abertas, que se cravam cada vez mais fundo no meu peito? Mesmo sabendo que... Me vou erguer para falhar outra vez?
Só queria uma vida menos complicada, longe de tantos problemas, ou então, longe de problemas maiores, que me ocupam o pensamento, longe de tudo e todos...
É pedir muito... um pouco de paz? Será pedir muito, ter um pouco de felicidade, para variar? Nem que sejam uns escassos segundos?

6 de setembro de 2010

Menina Linda dos Olhos Verdes +.+

Bem, para começar, queria dizer aos leitores que este texto é dedicado á Menina Linda Dos Olhos Verdes, como refere o título do mesmo.

Bem, confesso que não sei bem o que dizer... Mas vou tentar dizer algo no mínimo com algum sentido. Bem, a menina dos olhos verdes, para mim, é muito fixe... Esperem, isto não está nem perto de ser minimamente decente, quanto mais com algum sentido...

Vou recomeçar...

Tudo começou com um... "Eu amo você!!"
Sim, é estupido, mas é verdade... Isto de roubar os telemóveis aos amigos e interromper conversas alheias á minha pessoa, não é muito saudável, mas neste caso foi, bastante saudável até!
Até que foi engraçado, porque depois o pobre rapaz ficou sem telemóvel uns largos minutos, mas valeu a pena. Continuando, a partir daí, o processo de conhecer esta menina LINDA dos olhos verdes. Bem, lá fui eu, a chegar a casa, um tanto ansioso por ir ao computador, para procurar a menina dos olhos verdes. Bem, ela só me disse que tinha olhos verdes uns dias depois de nos conhecermos!

Então, numa noite de conversetas, fomos passear.

Como é óbvio, fiquei com cara de parvo a olhar para os lindos olhos verdes desta menina!
Ficamos um bom bocado sentados a falar, até que aquela monotonia toda nos fez levantar o cu da cadeira e pormos a mexer para outro lado!

Bem, foi engraçado, porque as maluqueiras da menina linda dos olhos verdes levou-nos a um sitio que gostei imenso, sinceramente, não conhecia, e fiquei encantado com aquilo...
Depois, competição de garrafas voadoras, e tentar escutar o "PLOC" de quando elas aterravam uns quantos metros abaixo, e á frente :P

Bem, confesso que nunca esperei encontrar uma menina assim, fixe, que tem paciência para me aturar (bem, confesso que também há muita gente que me atura, mas... enfim XD), com olhos verdes *.* (sim, porque eu adoro olhos verdes nas meninas), assim baixinha, e que guarda o telemóvel no bolso de trás das calças! (Inda bem, porque senão, algo ia correr mal xD)

Bem, digamos que GOSTO MUITO DE TI, menina linda dos olhos verdes!
(Algo me fez lembrar uma gatinha agora, não sei bem porque...)

Bem, sabes, um dia, talvez não muito distante, alcançarás o estatuto de Minha Melhor Amiga! Fazes-me bem, é sempre bom falar contigo, pois Já à muito tempo que não sabia o que era ter uma amiga assim!!

Ainda não me esqueci, sessão fotográfica!

Menina Linda Dos Olhos Verdes!!! GMDT ^^ :'D